
De fato, nem há o que dizer hoje... mas queria postar uma poesia simples, de "autor desconhecido" que reencontrei ontem, com ajuda do meu irmão (Binho).
"Finá de Ato
Adispois de
tanto amor
de tanto cheiro cheiroso
de tanto beijo gostoso
nós
briguemos...
Foi uma briga fatá;
eu disse:cabou-se
ele disse:
cabou-se
Nós dois fiquemos mudo,
sem vontade de
falar.
Xinguemos, sim, nós dois si xinguemos
Como se pode
axingá
- ô, mandinga de sapo seco!
- ô, baba de cururu!
- tu fica
no norte
que eu vou pro sul
- não quero te ver, nem pintado de
carvão
lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
acordo e rezo um
"creio em Deus pai"
pru modi não mi assombrá
é... o Brasil é muito
grande
Bem pode nos separá!
Eu engoli um salucio
ele engoliu bem
uns quatro
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tanto tempo
que nem é bom
rescordar...
Onti nós se encontremus
nenhum tentou disfarçá
Eu
parti pra riba dele
Cum fogo aceso no oiá
qui se num fosse um cabra de
osso
tava aqui dois pedaço
Foi tanto cheiro cheiroso...
foi tanto
beijo gostoso...
Antonce nós se alembremos
o Brasil... é tão
pequeno
nem pode nos separá!"
Minha vida hoje está povoada de saudade... e dói um pouco pra falar a verdade... (gente que amo tão longe de mim...).
