*(Ir)responsável pelo Blog*

Nome:
Juliana Marques

Por alcunha:
Ju, Jully, Juju, Juzinha, Jubilica, Jujuba, Jujuzette, Jujubete, Jubs...

Idade:
Dois patinhos na lagoa...

Onde me acham:
Não me acham...


::Paixões::
Música, poesia, viajar, amigos, beijar na boca, banho de chuva, ler, escrever, cozinhar, rir...

::Sonhos::
Todos!

::Detesto::
Quiabo, música ruim, falsidade, gente que anda na diagonal na minha frente, dor, apolíticos...

::Acredito::
Em amor verdadeiro!! (sim, em contos de fadas tbm, e em super heróis!)

::Não acredito::
Em perfeição...

::Vícios e Fantasias::
Chocolate, queijo, música, CD's, livros...

::Cúmplices::
Isa e Douglas

::Cinema::
"Edukators"
"Piratas do Caribe"
"Stigmata"
"Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças"
"O conde de Monte Cristo"
"Procurando Nemo"
"O Fabuloso Destino de Amelie Poulain"

::Na Vitrola::
Nação Zumbi
Tom Jobim
Marisa Monte
Nando Reis
No Stopa
Mombojó
Stereophonics
Teatro Mágico
Cordel do Fogo Encantado

::Atualmente lendo::
"O velho que acordou menino"
(Rubem Alves)
"A insustentável Leveza do Ser"
(Milan Kundera)

::Amigos::

Lú!!!!
Thiago
Dona Raquel
Cyro
Carol
Cécis
Max
Karlinha
MaxByron
Naty
Méds
Méds - Blog!
Drica Marley
Paty
Helton
Roxinha
Danilo
Marcinha
Biah!




::Uma declaração fundamental::

Timidez

"Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

- mas só esse eu não farei.

Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...

- palavra que não direi.

Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,

- que amargamente inventei.

E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...

e um dia me acabarei.

(Cecília Meireles)



::Um Ruído Interessante::

REALEJO

Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manh?
A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar

Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar

Enquanto é tão cedo
Tão cedo

Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim

Será que a noite vira num vilarejo
vejo a ponte que levara o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser... você

Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim

"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"

(O Teatro Mágico)




|Links|

- Recorte Cultural
- A casa de Rubem Alves
- Mombojó
- Teatro Mágico
- Cordel de Fogo Encantado
- Adriana Partimpim
- Los Hermanos
- Outra Coisa
- Caros Amigos
- Os Paralamas do Sucesso
- Caco de Paula
- Vanessa da Mata
- Marcelo Tas
- Cultura Popular
- Releituras
- Ópio
- Manual dos Sentidos


|Votação|

-|Dê uma nota para meu blog|

-|Indique esse Blog|


|Contador|



|Histórico|

- 01/10/2006 a 07/10/2006
- 24/09/2006 a 30/09/2006
- 17/09/2006 a 23/09/2006
- 10/09/2006 a 16/09/2006
- 27/08/2006 a 02/09/2006
- 13/08/2006 a 19/08/2006
- 06/08/2006 a 12/08/2006
- 30/07/2006 a 05/08/2006
- 23/07/2006 a 29/07/2006
- 16/07/2006 a 22/07/2006
- 09/07/2006 a 15/07/2006
- 02/07/2006 a 08/07/2006
- 25/06/2006 a 01/07/2006
- 18/06/2006 a 24/06/2006
- 11/06/2006 a 17/06/2006
- 04/06/2006 a 10/06/2006
- 28/05/2006 a 03/06/2006
- 21/05/2006 a 27/05/2006
- 14/05/2006 a 20/05/2006
- 07/05/2006 a 13/05/2006
- 30/04/2006 a 06/05/2006

|Template por|



"... Queriam o equilibrio perfeito entre o sim e o não
Entre o forte e o fraco
Entre o disposto e o exausto.
Queriam a medida certa entre o ir e o ficar
Entre a presença e a ausência.
Entre combater e esperar.
Queriam ser escravo e Senhor
Mestre e aluno...
Queriam a coragem e a precaução
A liberdade e a servidão.
Queriam, da vida, um pouco de tudo.
O mar de rosas, outrora prometido.
A proporção devida de todos os sentimentos
de todos os pensamentos
de todas as intenções.
 
Não sabiam o que queriam
Ou talvez quisessem demais..."
 
 

Gram é bom!

Toda Luz

Gram

Composição: Sérgio Guilherme Filho/Marco Loschiavo

Todo fim faz-me clarear
Talvez paz, não mais te esperar
Sei que errei, por muito tempo eu te dei
Toda luz...

Todo sim fez-me adorador
Sempre atrás de um beijo,
Um sorriso, um olhar eu estive
Sei que não dá pra ter de volta
O que eu te dei

Toda luz...
Muita luz pra alguém
Que nem queria ficar, mas nem sair...

Bem atrás da casa havia uma
Linda flor, você nem viu...

Todo não, fez-me desvaler
Ir de encontro ao pior de você não
Era justo não
Sei que errei, por muito tempo
Eu te dei

Tanta luz...
Muita luz pra alguém
Que nem queria ficar, mas nem sair...

Bem do lado interior do coração,
Ainda mora um forte afeto por você...
Bem atrás da casa havia uma
Linda flor, você nem viu...



- Postado por: Juliana Marques às 9h05 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




... e ela, que era feita de sonhos, voou como nunca havia cogitado. Com asas, que pareciam físicas, chegou a sentir o vento a bater em seu rosto, e a leveza do corpo que flutuava na imensidão daquele azul que se fez presente assim que ele chegou.
Era feliz, e se permitiu isso.
Sentiu medo ao perder o controle. Quando já se encontrava nas nuvens, olhou pro chão e teve vontade de voltar, tamanho era o medo de cair...
Mas havia algo, na maneira como ele chegara, e construira morada em seu ser, que lhe fazia crer que era aquele o momento de sorrir incansavelmente, e voar, tão alto quanto seu sonho pudesse alcansar.
Era leve sua alma. Era completo seu corpo.
(...)
E ele partiu.
Ela lutou, com todas as forças, e armas, e paixão que nela residiam. Até que resignou-se, como se nada mais pudesse fazer. Não por covardia, mas por medo de feri-lo de fato.
E esperou, esperou... O olhar de outrora, e o beijo de desejo, e o abraço de entrega.
(...)
E agora sentia-se cair das nuvens, sem perceber onde e em qual momento perdeu as asas pelo caminho.
 

 
Ela com suas asas...
E enquanto isso, ele, do outro lado da cidade, buscando não trair a si mesmo, continua com os pés fincados no chão. Raízes fortes e parcialmente inquebrantáveis.
Ele, que ousou tentar, uma, duas, tantas vezes voar. Não conseguira mais uma vez.
Pois soterrava a leveza necessária para erguer-se do solo, com mil possibilidades, e objetivos, e conceitos destinados por si mesmo à imutabilidade.
Permanecia, assim, entre o sim e o não. Não era verdadeiramente adepto das escolhas, e não necessitava de grandes explicações. Bastava-se. Movia-se conforme o vento, mas não despregava os pés do chão.
Trancado em si mesmo.
Bastava-se.
(...)
Chegou a pensar em se jogar. sentiu a leveza da alma. Ouviu seu coração bater mais forte. Mas quando as raízes começaram a se soltar, assustou-se. E preferiu continuar a sonhar com asas distantes e ausentes e idealizadas.
(...)
Ele, mais uma vez, enganou-se.
Mas as asas estavam tão próximas, jogadas no canto esquerdo do lugar onde ele se encontrava. Quase ao alcance de suas mãos.
Não libertou-se das raízes. Não vestiu as asas. Não voou.
deixou que essas, aos poucos fossem carregadas de vagar, pelo vento. Indo embora... indo embora... indo embora...
 


- Postado por: Juliana Marques às 8h57 AM
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________